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 17 de Setembro - Após a meia noite.

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Mary Ann Cross

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MensagemAssunto: 17 de Setembro - Após a meia noite.   Sex Set 29, 2017 9:53 pm


Mary Ann Cross

17 de Setembro após a meia noite.


Posso dizer que estava orgulhosa das minhas ações nos últimos tempos. Trabalhar anos prestando pequenos serviços em Maplesville, havia me ensinado como conversar a agir normalmente sem me encolher de medo no aumento de voz das pessoas. Me fez confiante, e pude passar as aulas sem ter nenhum surto . Eu estava feliz de também no meu trabalho, já que crianças são os seres mais dóceis que já existiram.
Porem entre as aulas, estudo e meu trabalho sobrava pouco tempo para fazer minhas coisas.
Quando me mudei para Nova Orleans, como havia ganho a bolsa de estudos, eu só teria que pagar alimentação e livros, e o dinheiro ganho e guardado dos anos fazendo pequenos trabalhos em minha antiga cidade cobririam isso tranquilamente. Sem contar que o Delegado Ernest e sua esposa preocupados com minha locomoção em Nova Orleans me presentearam com três mil dólares, para a compra de um carro barato.
Eu não entendia muito de carros mas o vendedor garantiu que Chevrolet C-10 1977 laranja ferrugem, era um ótimo carro e o mais importante estava no preço.
Então imagine meu choque quando voltando dos correios, aonde fui buscar um pacote que Sra. Raquel tinha me enviado, meu lindo carro para de funcionar sem mais nem menos!
Pra completar minha sorte, já tinha escurecido e o carro parou na beira de uma floresta.
Eu estava em pânico e desesperada, já que não via nenhum carro na estrada. Meu celular simples não mostrava nenhum ponto de sinal e eu já estava imaginando a fortuna que ficaria o concerto do carro.
Lagrimas quentes começaram a escorrer do meu rosto e minha falta de coragem fez com que eu permanecesse dentro do carro.
- Por favor Deus... Destino, não deixe que nada de ruim aconteça comigo agora que conheci um pouco de paz e felicidade nessa vida.
Comecei a rezar baixinho, mas aquela voz amargurada dentro de mim, me dizia que as divindades jamais ouviria as preces de uma amaldiçoada como eu, afinal eles tinham permitido que meus pais fizessem tudo aquilo comigo.
Confusa e com medo continuei de cabeça baixa chorando baixinho e orando para que ajuda aparecesse.

Em uma estrada escura...
Falou com Deus... ou quem estivesse ouvindo!



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Markus Donovan

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MensagemAssunto: Re: 17 de Setembro - Após a meia noite.   Sab Set 30, 2017 10:35 am






17 de Setembro -     Após a meia noite


Estou voltando para Nova Orleans após passar umas semanas fora, resolvendo assuntos de negócios. Sim estou falando de negócios mesmo, ou você achava que vampiros não precisam de dinheiro? Nem todos viveram por centenas de ano e tem uma fortuna equivalente aos anos de existência  (isso se foram espertos de arrumarem uma boa fonte de renda). Enfim, como eu sou esperto, eu estou investindo em algumas coisas, e as apostas nas corridas é apenas um dos investimentos. Como ex piloto tenho olho para a coisa, Sinto saudades da época em que eu corria oficialmente, mas agora faço isso apenas em corridas clandestinas ou pelas auto-estradas vazias no meio do Louisiana, Como é o caso desse momento.

-  Ei Gail, Deu tudo certo! Já estou chegando...nós vemos em casa daqui algumas horas.        - - falei no viva-voz do celular deixando uma mensagem de voz para Gail, minha criadora e melhor amiga.


Tinha acabado de passar a placa de limite da cidade quando passei por um carro parado no meio da estrada, normalmente isso não me chamaria a atenção, mas quando olhei para o carro velho pude ver uma garota parada na direção e posso ter visto sua expressão por menos de um segundo enquanto a ultrapassava, mas ela parecia aflita. Pisei no freio fazendo o carro parar abruptamente alguns metros a frente, normalmente eu não era um bom samaritano, mas outra coisa que eu percebi era que a garota era bonita. Então uma donzela em perigo precisando de um cavaleiro em armadura brilhante. Se no final o ato de solidariedade não rendesse um sexo de agradecimento, poderia render uma boquinha.  

Desci do carro e segui em direção do carro parado alguns metros atrás do meu, enquanto eu me aproximava apesar da escuridão pude perceber que eu tinha razão, a garota era bonita. Percebi a expressão dela ficar mais assustada e apesar do vento que zumbia forte era possível ouvir o coração dela batendo mais rápido. Parei junto a janela dela e bati no vidro, apesar dela já ter me visto.  -   Problemas com o carro?        - quando ela concordou com a cabeça eu completei    – Se quiser posso dar uma olhada, ou chamar o seguro.         - olhei para o carro novamente e continuei   -  Isso se essa lata de sardinha enferrujada tiver um seguro.         -

[INFORMAÇÕES]
Onde: Estrada deserta
Quem: Citou Gail e falou com Mary Ann




Última edição por Markus Donovan em Dom Nov 26, 2017 12:40 pm, editado 1 vez(es)
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Mary Ann Cross

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MensagemAssunto: Re: 17 de Setembro - Após a meia noite.   Sab Set 30, 2017 11:44 am


Mary Ann Cross

17 de Setembro após a meia noite.


Estava em prantos em uma conversa intima com Deus, tipo um momento de auto piedade quando ouvi o rugido de um motor potente.
Levantei a cabeça, mas os velhos medos me alcançaram. E se ele não parasse? E se ele parasse e for um psicopata, um serial killer, um maniaco sexual? Com minha sorte eu não duvido de nada.
O caro estava em alta velocidade e eu acreditei que passaria direto, a única coisa que vi foi o flash azul dos olhos do motorista, e fiquei em um estado eufórico / histérico quando o carro veio a uma parada brusca e estacionou a frente do meu.
Orando mais uma vez para ser a escolha certa, respirei fundo e abri a janela do carro, quando o homem mais belo que já conheci (e olha que meu interesse por homens dessa forma é inexistente), bateu em minha janela. Sequei minhas lagrimas idiotas e tentei me concentrar no estranho. Ele parecia lindo do tipo intenso, mas com uma raia de perigo em baixo da superfície. Eu tentei relaxar e não mostrar meu medo, mas sabia que estava falhando miseravelmente.
Meu casaco fino não fazia nada pra me proteger do vento, já que eu não esperava estar fora do dormitório até tarde, mas pelo menos minhas luvas estavam fixas no local.
Desconhecido escreveu:
- Problemas com o carro?
O Senhor todo poderoso, aquela voz parecia de anjos cantando. Meu cérebro congelou, e tudo o que pude fazer foi dar uma aceno fraco.
Desconhecido escreveu:
- Se quiser posso dar uma olhada, ou chamar o seguro.
Eu agradeci aos céus por ele não ser aparentemente um louco assassino, e ia educadamente responder até ele abrir a boca de novo.
Desconhecido escreveu:
- Isso se essa lata de sardinha enferrujada tiver um seguro.
Eu juro que eu nunca fui uma pessoa violenta na vida. De verdade, eu costumo ser o capacho das pessoas. Jesus em seus ensinamentos disse para darmos a outra face, mas algo nesse cara e no sorriso arrogante em seu rosto, teve uma reação de mim. Um mal temperamento que eu nem sabia que tinha surgiu.
- Se você tiver mais sorte que eu em ter sinal de celular aqui, o que eu duvido sinceramente, já que em meus dois anos aqui eu sei que esse é um lugar praticamente sem torres de celular, eu gostaria que você chamasse o seguro. Sim, porque minha lata de sardinha enferrujada tem um seguro, até mesmo porque eu preciso de um carro seguro e não um carro para compensar algo.
Coloquei as tremendo em minha boca, quase não acreditando que tive coragem de dizer a aquilo. Senti meu rosto quente e minha respiração pesada. Poxa, eu arruinei todas as minhas chances de ajuda desse homem, tudo porque a Mary rebelde e corajosa em mim resolvera aparecer depois de 21 anos adormecida. Aonde a maldita estava em todos aqueles espancamento?
- Eu realmente sinto muito, eu não sei o que deu em mim. Eu não sou assim juro, eu tenho uma boa educação, na verdade eu sou alguém muito dócil, alguns até me chamaram de capacho … mas eu estou divagando … nossa isso é tão vergonhoso … A propósito, meu nome é Mary Ann … não que você tenha perguntado … ou que você queira saber … estou só dizendo que ...
Calei minha boca e respirei fundo tentando colocar as ideias em ordem. O que nesse homem me deixava assim tão descontrolada?
- Se você puder por favor dar uma olhada no meu carro e me desculpar por ser tão grossa, eu te agradeceria.
Eu disse com todo calma e educação que poderia reunir. Ele tinha todo o direito de virar as costas, entrar no carro dele, bater a porta e me deixar aqui, mas esperava sinceramente que ele não fizesse isso.

Em uma estrada escura...
Falou com Deussconhecido!



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Markus Donovan

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MensagemAssunto: Re: 17 de Setembro - Após a meia noite.   Seg Out 02, 2017 1:08 pm






17 de Setembro -     Após a meia noite


Quando a garota baixou o vidro da janela, fui presenteado com o cheiro de orvalho suave, flores do campo, e mais alguns cheiros que não consegui identificar pois o cheiro do sangue dela e os batimentos assustados deixavam meus sentidos uma bagunça, felizmente eu estava bem alimentado e conseguia ter controle da minha sede. Prestando mais atenção logo percebi que aquela garota era fae, porém como o cheiro de fae nela era bem suave, provavelmente ela tinha uma parte humana.

Eu ofereci minha ajuda ou ela queria ligar para o seguro, mas ela me deu uma resposta bem malcriada.

Mary Ann escreveu:
- Se você tiver mais sorte que eu em ter sinal de celular aqui, o que eu duvido sinceramente, já que em meus dois anos aqui eu sei que esse é um lugar praticamente sem torres de celular, eu gostaria que você chamasse o seguro. Sim, porque minha lata de sardinha enferrujada tem um seguro, até mesmo porque eu preciso de um carro seguro e não um carro para compensar algo.

- Woooooow!!!! - falei surpreso quando a garota desembestou a falar,  me deu vontade de dar uma sonora risada, eu estava preste a dizer que eu não precisava compensar nada, mas que o carro dela estava longe de ser seguro. Porém antes que eu pudesse completar ela levou as mãos a boca completamente surpresa consigo mesma e pediu desculpas dizendo que não sabia o que tinha dado nela, que normalmente ela é dócil e olhando para ela realmente parecia que ela era o tipo de boa moça.

Mary Ann escreveu:
- Eu realmente sinto muito, eu não sei o que deu em mim. Eu não sou assim juro, eu tenho uma boa educação, na verdade eu sou alguém muito dócil, alguns até me chamaram de capacho … mas eu estou divagando … nossa isso é tão vergonhoso … A propósito, meu nome é Mary Ann … não que você tenha perguntado … ou que você queira saber … estou só dizendo que ...

   
-  Não se preocupe, eu imagino que você esteja nervosa por estar no meio da madrugada em uma estrada deserta com o carro quebrado e um estranho para pra ajudar. - falei enquanto a fitava ainda mantendo distancia da porta do carro.

Abri um sorriso do tipo doce para tranquiliza-la -  Muito prazer Mary Ann, não se preocupe. Eu sou Markus.- Mary, virgem maria...combinava com ela.

Ela então pediu para que eu desse uma olhada no carro. Acenei com a cabeça positivamente   -  Pode ficar dentro do carro, está frio aqui fora. Apenas abre o capô pra mim ok?. -

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Última edição por Markus Donovan em Dom Nov 26, 2017 12:40 pm, editado 1 vez(es)
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Mary Ann Cross

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MensagemAssunto: Re: 17 de Setembro - Após a meia noite.   Dom Out 29, 2017 10:12 pm


Mary Ann Cross

17 de Setembro após a meia noite.



Eu estava realmente, realmente constrangida com as palavras que haviam saído da minha boca. Eu nunca em minha vida tinha sido tão atrevida, e a realização de que eu era mais do que a garota fraca que meus pais diziam que eu fosse, me bateu com mais força do que eu esperava, e no momento totalmente errado.
Me desculpo sinceramente com o rapaz antes que ele tivesse a ideia de torcer meu pescoço e esconder meu corpo na floresta.
Felizmente para mim ele parecia mais surpreso e divertido do que tudo, assim me tranquilizou e se apresentou como Markus.
- É um prazer Markus, obrigada por isso.
Eu estava totalmente constrangida com a situação, e me dando um sorriso afetuoso, Markus disse que eu podia ficar no carro, e pediu que abrisse o capô para ele, o problema é que embora ele parecesse sincero, ao sorrir para mim, pude ver presas pronunciadas em seus lábios.
Eu me borrei de medo, antes de perceber que ele estava esperando que eu me movesse.
Corri para dentro do carro e rapidamente tranquei a porta e acionei o botão que destravaria o capô.
Tremendo de medo, tentei pensar racionalmente sobre como agir diante daquela situação.
O senhor Ernest quando descobriu sobre mim e o que eu era, me explicou sobre o mundo sobrenatural e os outros que existiam no mundo, mas desde que eu me mudei além do professor fae Calden e o shifter Alexander que me receberam aqui, eu não tive contato com nenhum outro sobrenatural, não que eu saiba pelo menos, isso não é algo que você saí perguntando assim pra primeira pessoa que você conhece.
Invoquei na minha memória o que o delegado tinha me explicado sobre vampiros, e percebi que se Markus quisesse realmente me machucar ele teria feito, e não seria a porta trancada de um carro que o impediria.
Após analisar a situação, me vi mais curiosa do que assustada, e minha curiosidade acionou a coragem antes inexistente em mim, fazendo com que eu destravasse a porta do carro, e saísse, indo parar ao lado de Markus que mexia em alguma peça do carro que eu não fazia ideia do que era.
Apertando minhas luvas com medo de que elas escorregassem um pouco e eu acabaria causando um acidente e acionando alguma visão me aproximei mais, olhando fixamente o perfil do homem bonito a minha frente.
- Desculpe, eu sei que pediu que eu esperasse no carro mas… você é um vampiro não é?
Ele parou o que fazia, e me encarou surpreso. Dei um passo para trás, mas por velhos hábitos do que por medo realmente.
Me abraçando e esfregando meus braços para afastar o frio tomei mais um fôlego.
- Eu não quero te incomodar, só estou perguntando porque além de outras três pessoas e eu mesma eu nunca tinha conhecido outro sobrenatural, eu nem sabia que era uma até pouco tempo… Não precisa me contar nada senão quiser, eu só estou curiosa.
Eu esperava sinceramente que a boa vontade que o homem bonito que estava me ajudando sumisse por causa da minha curiosidade.

Em uma estrada escura...
Falou com Markus xxx Citou Calden, Alexander e Ernest



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Markus Donovan

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MensagemAssunto: Re: 17 de Setembro - Após a meia noite.   Qua Nov 01, 2017 5:10 pm






17 de Setembro -     Após a meia noite

Senti o cheiro do medo dela se misturando com os odores da noite, o orvalho molhando a terra, o cheiro de lirio do vale, o cheiro do pântano não tão longe,mas era o cheiro dela o mais predominante de todos, principalmente porque o medo dela era um delicioso afrodisíaco para minha sede, mas eu consegui me controlar. Pedi para ela ficar dentro do carro e abrir o capô do carro para que eu olhasse qual era o problema.

Alguns minutos depois e eu estava procurando o problema do carro, logo percebi que a mangueira estava com vazamento, o que seria fácil de resolver. Eu estava procurando algo para remendar a mangueira, quando ouvi a porta se abrir e a garota se aproximar, garota imprudente. Ela parou do meu lado e então como se tivesse tomando coragem ela desatou a falar, se desculpando por ter saido do carro e em seguida perguntou se eu era um vampiro.

Sua objetividade me fez engasgar - Uau, super direta você. -  - falei sorrindo deixando que minhas presas ficassem visíveis, confirmando as suspeitas dela. Ela se afastou e o cheiro de medo entorpeceu meu olfato e a sede coçou em minha garganta, porém prendi minha respiração e disse -  Não se preocupe, eu já me alimentei,  não vou te fazer mal.        -

Ela explicou que estava apenas curiosa pois só conhecia outros trÊs sobrenaturais. -   Eu fui transformado há pouco mais de uma década...depois que sofri um acidente de carro em uma corrida.       - voltei a olha para o carro e então perguntei -   Você tem algum lenço ou algo para que eu emende a mangueira?       - enquanto ela ia pro carro para procurar l que eu pedi, eu continuei   - Você é meio Fae não é? - na verdade eu sabia que muitos meio humanos nunca sabiam que tinham um lado sobrenatural até que algo ativasse os dons. As vezes passavam a vida inteira na ignorância do mundo humano, mas somente pois os progenitores desapareciam ou morriam antes de contar a verdade as suas famílias.   -  Eu já visitei muitos lugares com minha criadora então conheço muitos tipos de sobrenaturais, mas alguns você não perde nada em não conhecer -
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Última edição por Markus Donovan em Dom Nov 26, 2017 12:40 pm, editado 1 vez(es)
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Mary Ann Cross

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MensagemAssunto: Re: 17 de Setembro - Após a meia noite.   Seg Nov 20, 2017 8:00 pm


Mary Ann Cross

17 de Setembro após a meia noite.



Eu estava surpresa com minha coragem quando desci do carro e fui questionar o homem que estava me ajudando, se de fato ele era um vampiro. Ao contrário de onde minha imaginação tinha me levado, Markus engasgou um pouco quando me disse que eu era direta. Eu fiquei com medo de que sua reação fosse violenta, por isso acabei explicando o motivo da pergunta.
Então de surpreso ele ficou divertido quando me explicou que já havia se alimentado.
Uma ponta de decepção surgiu não sei de onde no peito, mas empurrei essa emoção de lado.
O sorriso dele era encantador e sua aura fascinante, e mesmo que eu soubesse que suas palavras podiam ser vazias, meu corpo tinha outras ideias e acabei me sentindo segura em sua presença.
Markus continuou a mecher no carro, enquanto me explicava que tinha sido transformado a mais de uma década, depois de um acidente de em uma corrida e cortando o assunto antes que eu pudesse perguntar sobre isso, pediu um lenço para emendar a mangueira.
Corri para o carro, e no porta luvas, encontrei alguns lenços que eu usava para cobrir a cabeça nos meus momentos de oração na igreja.
Levando dois até ele, pois não sabia o quanto precisaria, ouvi quando me perguntou se eu era meio fae.
- Sim foi o que foi me dito a algum tempo, embora eu não tenha idéia de quem são meus pais.
Revelei, entregando os lenços para ele rapidamente, dando graças ao bom Deus que eu estava usando luvas.
Me surpreendendo, Markus confessou ter viajado muito com sua criadora e conhecido muitas raças, e explicou que em alguns casos eu não estava perdendo nada.
Empurrando para o fundo da minha mente um ciúme infundado quando ele falou de outra mulher, fiquei surpresa por ele parecer não se importar com o mundo que vivemos.
- Sério? Eu adoraria conhecer outras espécies, os únicos sobrenaturais que conheço são um Lobisomem e sua esposa que me ajudaram a me mudar, Calden, você e algumas poucas pessoas. Não tenho medo de outros sobrenaturais, porque eu já vi o mal de perto, e por incrível que pareça, veio de dois humanos.
Eu falei de novo demais. Parecia que o meu filtro perto de Markus sumia, e isso me dava medo, mas não de Markus, e sim de mim e desses novos sentimentos que estavam aflorando com ele por perto.
- Desculpe, estou falando demais.
Corri até o carro e mesmo que ele não tinha pedido, tentei ligar de novo. Quando o ronco do motor vibrou, sussurrei um “obrigada Deus” aos céus e saí indo direto ao rapaz, onde ele baixava o capô ainda segurando um dos lenços não usados na mão.
Impulsivamente, me aproximei mais do que deveria, e na ponta dos pés dei um beijo no rosto do vampiro.
Me afastei rápido corando e antes que eu pudesse cometer mais alguma gafe agradeci.
- Obrigada Markus. Vou levar meu carro até uma oficina amanhã.
Menti descaradamente, e mantive minha expressão firme, mesmo que meu estômago embrulhava me lembrando dos castigos que eu recebia quando mentia.

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Markus Donovan

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MensagemAssunto: Re: 17 de Setembro - Após a meia noite.   Dom Nov 26, 2017 11:52 am






17 de Setembro -     Após a meia noite

A garota parecia um tanto decepcionada quando eu falei que já tinha me alimentado, ou talvez fosse somente minha impressão. Ela então contou que haviam dito que ela era meio-fae, mas ela não conheceu seus pais biológicos. Fiquei pensando em como aquela garota deveria se sentir perdida, afinal era parte de um mundo que ela desconhecia totalmente, não sabia nem mesmo sua própria historia. Eu felizmente tinha Gail como mentora, ela tinha me ensinado tudo que era preciso sobre ser um vampiro e também como lidar com outras espécies.
Eu continuei arrumando o carro enquanto pensava sobre aquela garota que acabara de conhecer, não era muito do meu feitio mas fiquei pesaroso por ela. Era visível o quanto ela tinha ficado empolgada quando ela falou sobre que adoraria conhecer outras espécies. Porém esses devaneios se evaporou quando ela disse algo que me deixou curioso, quando disse que não tinha medo de sobrenaturais, pois já viu o mal de perto e ele tinha vindo de dois humanos. Eu ia perguntar porque ela tinha dito isso, mas ela então se desculpou por falar demais e foi para dentro do carro, e testou o motor no exato momento que tinha fechado o capô.

O carro funcionou perfeitamente e ela voltou para fora e me deu um beijo no rosto em agradecimento prometendo que levaria o carro na oficina. -    Sinceramente acho que seu carro merece ir pra um ferro velho, ao invés de uma oficina...mas se você quer gastar tempo e dinheiro para restaura-lo, posso te indicar um lugar.  Pedirei para te darem um bom desconto.      -
Antes dela voltar para o carro eu tive uma ideia que surgiu repentinamente -  Mary...você quer mesmo conhecer outras espécies? E até mesmo um pouco mais sobre sua raça?         - perguntei enquanto elaborava algumas idéias...eu posso ser novo, mas conheço alguém que está no mundo há muitos séculos e poderia ajudar em parte do plano.
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MensagemAssunto: Re: 17 de Setembro - Após a meia noite.   Ter Dez 19, 2017 8:39 pm


Mary Ann Cross

17 de Setembro após a meia noite.



Eu estava tentando me recuperar da coragem que tive de beijar o rosto do estranho, e da mentira que contei quando o bonitão com pose de “eu sou um presente de Deus”, abriu a boca linda dele para me dizer que achava melhor levar meu carro ao ferro velho, o que me deixou nervosa, mas aliviou um pouco que ele disse que indicaria um lugar e pediria para me darem um desconto.
O favor não mudava que ele foi rude quando falou do carro, mas fez com que eu conseguisse me conter.
- Obrigada Markus, eu vou apreciar muito.
Eu estava prestes a pedir o nome do lugar e até seu número de telefone quando ele me perguntou se eu gostaria de conhecer outras espécies e até mesmo um pouco de minha raça.
Neste momento eu esqueci que estava em uma estrada estranha, com um vampiro estranho, tamanho foi a minha empolgação sobre sua sugestão.
Pude sentir o sorriso se abrir no meu rosto, e meu interior quente, como se o espírito santo estivesse em mim naquele momento.
- Isso seria… Incrível! Eu adoraria!
Tentando não dar saltinhos perguntei mais controlada.
- Como? Onde? Você vai me ajudar?
Eu estava tão doentiamente feliz que mal conseguia me conter. Eu sentia que toda a dor e sofrimento que eu passei foi um sinal de Deus, de que eu não era digna, isso antes do delegado me contar o que eu realmente era. Eu ainda estava me acostumando ao fato de que eu era livre dos meus pais, e me acostumando a sorrir e ser feliz. Tudo era tão interessante longe de Maplesville, que no fundo eu tinha um medo imenso de que eu só estava sentindo o doce sabor da liberdade, antes que o passado viesse para me morder na bunda.
Uma nova determinação me tomou, e decidi que dessa vez, eu lutaria com todas as minhas forças, contra aqueles que me queriam mal, e faria o que fosse necessário para me manter livre. E que Deus me perdoe por isso.

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Markus Donovan

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MensagemAssunto: Re: 17 de Setembro - Após a meia noite.   Seg Jan 08, 2018 2:52 pm






17 de Setembro -     Após a meia noite


Eu não costumo ser o tipo bom samaritano, mas alguma coisa em Mary Ann estava
me fazendo estava disposto ajudá-la.  Eu tive todo apoio de Gail com o submundo, minha vida teria sido muito difícil se ela já não conhecesse esse universo e me ensinasse tudo o que sei sobre minha espécie e as demais. Fico pensando como que Mary Ann conseguiu se virar sozinha até agora, mesmo sendo apenas parte Fae.

-     Eu vou te ajudar sim - eu queria levá-la agora mesmo em apresentar o submundo, as pessoas que valem a pena conhecer e também ensiná-la a se proteger dos perigos, mas eu lembrei que ficaria mais alguns dias fora da cidade, tinha uma encomenda a buscar para Gail   -   mas eu ficarei alguns dias longe da cidade, mas quando eu voltar eu prometo te levar em um lugar onde você conhecerá muito sobre nós e sobre sua espécie também.  Podemos ter um encontro quando eu voltar?           - perguntei ansioso com sua resposta, e acreditem quando eu digo eu estava realmente ansioso para vê-la novamente.   -      Me passa seu numero?    - falei tirando meu celular do bolso e entregando para ela salvar o contato nele. Quando ela fez, eu dei um toque no celular dela para que ela pudesse salvar meu numero.   - Você pode me ligar ou mandar mensagens quando quiser.           -

Depois de trocarmos nossos números, não era prudente continuarmos no meio de uma estrada no meio da madrugada, afinal a cidade de Nova Orleans podia ser segura, mas não ali no meio do nada. -     Vamos? eu vou seguindo seu carro para te garantir uma carona, caso ele falhe novamente.      - falei provocando enquanto dava uma leve batida na lataria do ferro velho.


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Mary Ann Cross

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MensagemAssunto: Re: 17 de Setembro - Após a meia noite.   Seg Jan 15, 2018 10:19 pm


Mary Ann Cross

17 de Setembro após a meia noite.



Eu estava muito contente como não estive minha vida toda.
Parecia que depois de anos de dor e sofrimento, minha vida estava se encaminhando para a direção que eu queria e Deus… ou Destino estava abrindo em fim as portas para mim.
Eu nunca acreditei em acaso, por isso sei que a força maior enviou Markus para o meu caminho.
Quando perguntei se ele realmente me ajudaria, ele confirmou, parecendo um tanto divertido com minha reação.
Ele emendou que estaria fora da cidade por uns dias, mas que quando voltasse me levaria onde existiam outros da nossa espécie, me perguntando se podíamos ter um encontro quando ele voltasse.
Eu fiquei sem graça e me sento corando.
- Claro… eu nunca tive um encontro só para saber. Estou ansiosa por isso.
Eu não queria que ele mudasse de ideia, mas ao mesmo tempo não queria que ele se decepcionar comigo se eu fizesse algo que o envergonhasse, assim achei melhor deixar claro que não estava acostumada com esse tipo de situação.
Ele me pediu meu numero, e por Deus, eu fiquei mais corada ainda. Também era a primeira vez que um rapaz pedia meu numero e se mostrava interessado em me fazer companhia, mas empurrei o embaraço de lado e recitei os números.
Ele deu um toque no meu e disse que eu poderia ligar ou mandar mensagens.
Markus realmente estava sendo muito bom para mim, e eu esperava não quebrar a cara depois como eu sempre faço.
Eu pedi ajuda e confiei em muitos fiéis da minha igreja no passado só para no fim acabar sendo mais e mais machucada.
- Claro, mas eu não quero incomodar.
Foi quando ele sugeriu que fossemos embora dali, que me lembrei que estávamos em uma rua deserta.
Se minha companheira de quarto Della não tivesse ido trabalhar, acho que ela já estaria surtando e chamando todas as equipes de busca, pois ela sabe que eu não costumo sair e demorar assim.
Della era muito diferente de mim, mas ela tinha paciência e era boa comigo, ela disse até que na próxima semana me levaria às compras. Não nos víamos muito, porque eu trabalho de dia na creche e ela de noite na boate, mas o pouco tempo que temos juntas ela me faz apreciar sua conversa e atitude.
Markus disse que me seguiria até para garantir que o carro não quebraria.
- Obrigada por isso, eu vou apreciar muito.
Dei mais um beijo no seu rosto percebendo agora o cheiro da sua loção e corri para dentro do carro que ligou assim que virei a chave.
Esperei Markus chegar ao próprio carro e o ligar antes de dar a partida. Peguei a rodovia de novo, o tempo todo com meu novo amigo me seguindo. Eu me senti segura, da mesma forma que me senti quando conheci o Delegado.
Markus me deixou assim que paramos na portaria dos dormitórios na faculdade, buzinando assim que passou pelo meu carro.
Acenei mesmo sem saber se ele tinha visto, o tempo todo com um sorriso no meu rosto.
Cheguei ao meu apartamento e após um banho, a ultima coisa que pensei antes de cair no sono, foi um agradecimento a Deus por ter posto uma nova pessoa boa na minha vida.

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Falou com Markus!



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