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 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação

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Anna Warren

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Data de inscrição : 04/02/2017

MensagemAssunto: 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação   Seg Set 25, 2017 12:28 pm


Muita poeira
Foi no clima de bom-humor que eu e Emy subimos para o sótão. Não sabiamos o que encontraríamos, mas tinhamos uma noção de que seriam tonaladas de poeira por cima das traquitanas que com certeza a vovó guardava. Subimos rindo das brincadeiras que fizemos uma à outra, carregando baldes e material de limpeza.

Empurrei a porta do sótão quando atingimos o topo da escada e vislumbramos a comprovação de nossa teoria. Muitas quinquilharias, quilos de poeira e, claro, teias de aranha. Como eu poderia ter esquecido das teias de aranha. Um verdadeiro cenário de filme de terror.

- Olha, se nossa tataravó embalsamada não estiver guardada no porão, pode ter certeza de que está aqui no sótão. Ou alguma outra múmia.  - falei já sentindo meu nariz coçar por causa da alergia à poeira. - Atchim! Atchim! - os espirros não demoraram a chegar e eu já fui alcançando as máscaras que havia trazido no balde que apoiei no chão assim que entramos.
 
Vestindo minha máscara e entregando outra pra Emily, fui dando passos em direção ao centro daquele aposento empoeirado e amontoado. Livros e mais livros nas estantes junto às paredes, empilhados pelo chão e cadeiras. Também em cima da mesa que e encontrava no centro do sótão.

Atrás da mesa de madeira escura uma pequena janela que permitia que um pouco de luz entrasse revelando a silueta dos mais variados objetos que se espalhavam por todos os lados. Me aproximando da mesa consegui ver alguns potes desses de compotas como sabe lá Deus o que dentro. Pequenas adagas que deveriam ser abridores de carta. E então adagas maiores e, que diabos era aquilo? Espadas? E esses mini ossinhos? Esses souvenirs de gosto duvidoso que tinha alguma coisa de inca, maia, sei lá...O que vovó...

Sem querer pensar muito no que ela fazia com essa coleção estranha, verti meu par de luvas de latex. Sei que Emy me acha uma fresca de usar essas luvas, mas já viu esse lugar? Só Deus sabe o que tem por aqui.

Me aproximei de uma das estantes junto à parede ao lado direito da mesa de madeira e comecei a tirar o pó de cada um dos livros. Eu amo livros então os trato com todo carinho. Um por um eu os pegava e limpava delicadamente com um pano, limpando também o local onde eles ficaram antes de devolvê-los ao lugar. Comecei a perceber que os títulos eram bem... exóticos... combinando com a "decoração" do lugar. Um deles, um livro velho de capa preta meio desgastado nas dobras e pontas, trazia na capa um pentagrama em alto relevo.

- Será que vovó praticava bruxaria? falei gargalhando e balançando o volume para que Emily o visse, colocando-o depois no seu lugar.

Foi quando eu vi. Limpando a estrutura lateral daquela estante de madeira maciça eu pude perceber que ela não era uma estante velha qualquer. Tinha algo de valor naquele entalhe tão bem feito e delicado, dando uma leveza à peça. Desenhos florais ao estilo art nouveau, revelavam pequenas fadas dançantes em meio às folhagens. Uma riqueza de detalhes impressionante. Passei o dedo por todo o desenho, acompanhando cada curva sinuosa quando furei meu dedo. Algo na estante cortou minha luva e conseguqntemente meu dedo, fundo o suficiente para que meu sangue vertesse.

- Ai!- disse sentindo a dor do corte e tirando a mão da estante para olhar o estrago no meu dedo. Como uma criança imediatamente levei a mao à boca dizendo: - Mas que droga, devia ter trazido luvas mais grossas!

E então ouvi um barulho de coisa arrastando. A estante estava se movendo sozinha para trás.

- Emy! - gritei assustada para minha irmão, com os olhos arregalados sem desgrudá-los da estante que se movia. - Mas que porcaria é essa?



____________
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Emilly Warren

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MensagemAssunto: Re: 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação   Sex Set 29, 2017 12:52 pm


Emy Warren
...

Anna e eu seguimos para o sótão, pois se não fizéssemos isso agora com certeza íamos adiar para outro dia, outro mês, outro século. Eu certamente já tinha mudado enquanto subia as escadas carregando baldes com produtos de limpeza e sacos de lixos para todo entulho e quinquilharias que precisaríamos nos livrar.

Quando chegamos ao sótão e vi as teias de aranha que parecia nuvens de algodão doce esquecido por anos   -   An tem certeza que você não quer conhecer aquela livraria que fica perto da praça?         - sugeri, era uma ótima idéia ao invés de enfrentar aquelas teias, onde tem teias TEM ARANHAS!!!!  senti meu coração acelerar com o pavor ao me dar conta disso.  Anna riu e disse que se nossa tataravo não estivesse embalsamada ali, provavelmente teria alguma outra mumia   -     Não sei o que pode ser pior, a certeza de que aqui tem aranhas ou a possibilidade de encontrar um cadáver.      -

Ali era uma confusão tamanha de coisas, havia inúmeras estantes com livros de diversos títulos, desde os primeiras edições de Jane Austen e Emily Brontë, que parecia ser as coisas mais novas ali, fichas de receitas,  até livros que tinham capas estranhíssimas.  Anna me mostrou um livro preto com um pentagrama prata na capa e perguntou se nossa avó praticava bruxaria
-     Ou isso, ou resolveu ter um sebo particular e centenário .      -


Enquanto Anna estava limpando a estante, eu me foquei em limpar a escrivaninha, decidida que eu ia dar um jeito de arrastar o móvel até o meu quarto, meu notebook rosa metálico ficaria lindo nela, e eu poderia terminar de escrever minhas historias...um dia.  Eu tinha acabado de levantar a tampa que fechava a escrivaninha quando ouvi Anna gemer de dor e falando sobre trazer luvas grossas.   - Por isso eu vim com luvas de jardinagem! Se aqui não tiver tétano, pode ter algo pior.           - comentei tagarelando e foi quando ouvi Anna gritar realmente assustada, eu larguei tudo e sai correndo.   -    O QUE      - ...eu comecei a falar,  mas foi quando eu me dei conta da estante se movendo sozinha   -    mas que BORRAAAAAAAA é essa?      - eu exclamei abismada. Sim você leu borra e não aquela palavra começada com P, afinal eu tinha trabalhado como secretaria em uma escola infantil e lá não podíamos em hipótese alguma xingar, por isso era normal me ouvir falando "borra“ "baralho" "fruta" "filha da fruta" ao invés de palavrões.

Eu fiquei olhando para aquela porta no lugar da estante, era algo digno dos filmes que eu assistia e por isso ao invés do susto que Anna estava sentindo, eu abri um largo sorriso  e com cara de que estava realizando o sonho de infância disse animada - Será que é um portal para Narnia?  a toca do coelho da Alice, Ou será que é aqui que a vovó guarda os ouros da familia?        - e ao dizer isso eu já estava entrando no lugar escuro e sacudindo meu celular para que a lanterna ligasse no modo automático.


Quando eu entrei no lugar dei um grito de UAUUUUU!!!!!!!!! Ali era basicamente o quarto andar, era enorme, e acredite NÃO tinha como ter esse andar em cima do porão da chocolateria. Girei no lugar focando a lanterna do celular em cada canto e eu não conseguiria definir em palavras o que eu estava vendo, parecia uma mistura de uma biblioteca imensa e um mausoléu.   -    Caracaaaaa! aqui com certeza vamos encontrar a múmia da nossa tataravó.       - e foi nesse momento que a estante se fechou atrás de nós e meu celular desligou sozinho, e nesse momento eu gritei apavorada, não achando mais graça nenhuma no portal mágico para Nárnia que havia aparecido no meu sotão. -   Luz!  Luz!  Luz!  Luz!  Luz! - gritei como se tivesse 6 anos de idade novamente.



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Morte

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MensagemAssunto: Re: 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação   Sex Set 29, 2017 6:47 pm

Ainda não se livraram de mim



Esse era um daqueles momentos que moldavam história do mundo sobrenatural e literalmente o misturava com o mundo humano.

Entretanto, um par de sugestões sussurradas pelo mal, ao pai sem noção das minhas netas, as levou para longe de mim, assim eu nunca tinha tido a oportunidade de ensinar para as meninas sobre a sua importante herança de Elder e guardiã humana.

Pena que eu só soube que o fato de meu genro ter partido para longe de mim foi culpa de um espectro, depois que eu morri, senão eu mesma teria aquele homem teimoso de uma figa, preso pela orelha até que o pequeno cérebro dele enxergasse a razão.

Eu achei que tudo estava resolvido e preparado para que as meninas assumissem o papel de Elder após minha morte, como anunciava em meu testamento, mas como sempre algum sem o que fazer (Maverick), teve a brilhante idéia de eleger um novo Elder sem nunca dar a chance para a minhas meninas descobrirem as coisas.

Por causa disso eu tive que negociar com a dama de asas negras, que me permitiu pedir a ajuda de Charlotte, e permanecer ainda no meio dos vivos e presa neste edificio, para treinar as minhas garotas. Sério, era para eu estar nesse momento em algum paraíso ensolarado curtindo às tão merecidas férias, mas graças aquele projeto de alfa, que particularmente se eu pudesse daria uma boas palmadas, eu estou presa aqui.

Assim esperei tempo o suficiente, até que as duas resolveram subir aqui para termos um bom papo.

Como esperado, as meninas não tinham inteligência para simplesmente ligar a luz na parede lateral quando entraram, assim a desmiolada mais nova parece ter entrado em desespero quando a porta se fechou atrás dela e seu celular desligou. A menina começou a gritar luz como se algum dispositivo de voz fosse ouvi-la e obedecer seu comando.

- Oh pelo amor da morte cale-se.

Me movi para frente de onde elas paradas no escuro e estalei meus dedos fantasmagóricos, fazendo as luzes se acenderam. O que? Eu disse que não era comando de voz, não que não se acenderia num estalar de dedos.

Infelizmente, o fato de sua avó que morreu a meses atrás aparecer em forma fantasmagórica, em um sótão empoeirado e cheio de coisas macabras, parece ter assustado as garotas que deram o maior grito agudo me assustando no processo.



- AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!!

A correria em busca por uma saída começou e várias vezes Emily e Anna atravessaram  meu corpo espectral passando direto e me fazendo desconfortável.

O desespero durou uns bons minutos, e eu deixei que elas desabafasse até que percebi que elas estavam ficando vermelhas e sem ar. Me preocupou que elas desmaiariam e nós perdêssemos um precioso tempo enquanto elas estavam desacordadas.

- Okay garotas, chega disso. - Gritei para que elas me ouvissem. - Agora aceite que estou aqui, sentem ali e me ouçam.

Esperei pacientemente quando coisa um e coisa dois tomavam seus lugares.

Com Emily e Anna xxx Bo!!! xxx By Ini





Última edição por Morte em Ter Nov 07, 2017 5:54 pm, editado 1 vez(es)
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Anna Warren

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MensagemAssunto: Re: 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação   Dom Out 29, 2017 9:55 pm


OMFG!
A poeira e as teias de aranha por todos os lados fizeram Emy me perguntar se eu não queria desistir e ir conhecer a livraria que fica perto da praça. Lógico que eu preferiria estar na livraria. Aliás, meu sonho de princesa é um dia ter uma livraria. Quem sabe um dia né?

Brinquei com a Emy que encontrariamos alguém embalsamada ali, mas minha irmãzinha não ficou nada contente dizendo que não sabia se era pior aranhas ou um cadáver.

- Com certeza um cadáver.  - disse rindo entre um espirro e outro.

Vi os livros estranhos que vovó tinha e mostrei para Emily brincando sobre ela ser uma bruxa. Até que eu estava de ótimo humor pra quem está arrumando uma bagunça sem tamanho em pleno domingo de manhã. Emily respondeu que talvez vovó tivesse uma espécie de sebo. Um sebo bem macabro, convenhamos.

Foi então que me machuquei, o sangue brotpu do meu dedo e uma porcaria duma estante abriu uma espécie de passagem secreta. Meu humor agora deu uma desmaiada e eu fiquei foi impressionada com o que estava acontecendo. Talvez eu estivesse mais branca do que já sou. Não sei, não tinha espelho ali.

Já o humor da minha irmã parece que melhorou com aquilo tudo. Acho que o sonho de princesa dela era encotrar uma passagem secreta. Eu também até que acharia legal se não tivesse furado meu dedo... Ah mas quer saber? Ela tem razão, é legal pra caramba, eu só estou sendo mimada e reclamona com vocês hehehe

Entramos naquele breu e Emy soltou um sonoro UAU. Eu ainda não havia conseguido dizer nada. Estava ao mesmo tempo abismada e achando tudo super legal, mas com um pouco de medo também. Tudo junto e misturado. Entrei com cautela, enquanto Emy já olhava tudo em volta iluminando o que podia com o celular. Vocês não tem noção como minha irmãzinha estava animada. Eu até acharia graça se não fosse esse medinho no fundo da mente. Foi então que a passagem fechou bem atrás de nós, lacrando-nos no breu total e Emy começou a gritar feito uma criança. Meu coração disparou mas eu tentei manter a calma.

- Calma Emy, certeza que tem algum interruptor por aqui, vamos procurar...- procurei acalma-la, como meu papel de irmã mais velha deveria ser.

Mas impossível acalmar a Emy (ou a mim mesma) depois do que aconteceu a seguir. Uma voz bastante familiar e bem irritada mandou Emily se calar e as luzes se acenderam. Não mais que derepente ninguém menos que nossa falecida avó estava na nossa frente e parecia irritada. Meu queixo caiu. Congelei. Todos os pelos do meu corpo se arrepiaram, fiquei mais branca que uma vela, mas a única coisa que eu consegui dizer foi:

- PUTA QUE PARIU! - e gente, eu nunca falo palavrão. Se foi isso que saiu é que a coisa foi muito feia.

Emily agora corria desesperada de um lado para o ourtro atravessando a vovó. O que significa que era mesmo uma porcaria de um fantasma! Vovó soltou um berro o que deixou Emy ainda mais nervosa. Enquanto Emily estava desperada, eu não conseguia me mexer. Fiquei encarando figura fantasmagórica de minha avó que estava cada vez mais impaciente.

Não sei quanto tempo se passou até que vovó nos mandou sentar e escuta-la. E quer saber? Ela não havia mudado nadinha. Estava exatamente como eu me lembrava dela. Então quando todas nos acalmamos e nos sentamos onde o espírito da vovó havia nos mandado sentar, respirei fundo e uma raiva, uma frustração tomou conta de mim. Algo no temperamento mandão da vovó sempre me frustrara. Quando eramos crianças e mamãe morreu, eu queria um afago da vovó, mas ela sempre foi assim, mandona e meio fria.

- Ora, francamente, vovó! Primeiro a senhora nunca visita a gente, nos manda aquesles livros - aliás miuto obrigada por eles, mas sentimos a sua falta sabe? - Depois morre sem se despedir, nos deixa essa casa linda - muito obrigada por isso também - e agora nos aparece assim, nos dando esse susto ABSURDO e ainda tem a coragem de nos dar bronca? Onde esteve todos esses anos??

Me sentei cruzando os braços bufando. Não me peça pra explicar, não consigo, não sei o que está acontecendo comigo. Eu devia ter me borrado toda? Deveria, mas quer saber? Eu senti falta daquela velha reclamona. E só Deus sabe o quanto eu precisei do colo e dos conselhos dela. E se eu tenho a oportunidade de ter ela por merto de novo mesmo que seja pra brigar, mesmo que ela seja um maldito fantasma, que seja. Eu a amo, essa velha mandona, e temos muito mesmo o que conversar.


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Emilly Warren

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MensagemAssunto: Re: 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação   Seg Out 30, 2017 11:23 am


Emy Warren
...

Quando a porta se fechou e a luz do celular se apagou eu entrei em surto, preciso confessar aqui que eu O-D-E-I-O, odeio mesmo, odeio com todas as forças ficar no escuro! Desde pequena eu tenho medo. Porém meu surto ficou ainda pior quando ouvimos uma voz e as luzes se acenderam. Era pra eu ter ficado calma com as luzes acesas, mas na verdade eu gritei ainda mais ao ver que a dona da voz parada ali na nossa frente era nada mais nada menos que nossa falecida avó. PQP!!!

Eu corri para a porta mas tentei em vão abri-la, a maçaneta nem mesmo se movia.  Eu nunca mais, nuncaaaaaaaaaaa mais vou assistir Ghost Whisperer ou Supernatural. Não tinha nenhuma graça isso na vida real.

Eu gritava pedindo socorro e Anna estava simplesmente calada, calada demais. Ela devia estar em choque e eu não podia fugir daqui e deixar ela para trás. Quando o grito da vovó sobressaiu aos meus com ela me mandando calar, nesse momento o medo da vovó brava falou mais alto do que o medo de um fantasma e por isso eu me calei imediatamente.

Com aquele ar de matrona tão característico que eu me lembrava das poucas memórias da infância, ela mandou que nos sentássemos e a ouvisse. Eu obviamente a obedeci, só então Anna se pronunciou e ela estava possessa da vida, acredite Anna não fica brava facilmente. Eu corri ao lado de Anna e fiquei segurando sua mão, eu tremia e estava suando e então fiquei olhando para vovó assustada -  Como...como....é possível?        - perguntei embasbacada – a senhora ta viiiiiva?          - eu sei que a pergunta era idiota, mas meu cérebro não estava sendo muito lógico nesse momento e não conseguia pensar de forma clara.



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Morte

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MensagemAssunto: Re: 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação   Ter Nov 07, 2017 5:56 pm

Ainda não se livraram de mim



Ser questionada de minhas ações após minha morte, não era algo que eu esperava ou aceitaria.

Não mesmo, principalmente da minha neta catarrenta, ao qual eu ainda queria ter o poder de puxar a orelha.

Relutantemente minhas garotas sentaram, mas assim que Anna colocou sua bunda magrela onde mandei, ela começou um monólogo incrível me acusando de milhares de coisas.

Eu com uma paciência que não sabia que tinha escutei seu desabafo, sabendo que aquele lado cabeça quente e sem filtro, ela tinha puxado de mim. Não justificava, mas lhe dava um tempo para correr antes que eu arrancasse sua cabeça.

- Primeiro de tudo… será que eu vou ter que lavar sua boca com sabão? - Falei lembrando do palavrão que ela falou na hora do susto - Eu entendo que isso é chocante, mais uma dama nunca fala palavrão mocinha, assim vou lavar sua boca se isso for um costume.

Okay, eu também estava perdendo o controle, mas no fim das contas eu era um fantasma, assim eu podia perder o controle o quanto quisesse.

Me aproximei lentamente, parando meu rosto fantasmagórico até pouco menos de um metro de onde elas estavam sentadas. Apontei o dedo para o rosto bicudo de Anna e falei auto e claro para que ela entenda.

- Agora, sua pequena boca suja, eu nunca a visitei, porque além das minhas responsabilidades, seu pai nunca permitiu que eu me aproximasse, NUNCA! E isso porque eu tentei mais de dez vezes, saindo da minha bela cidade e indo até aquele lugar esquecido pelo Destino, então se quer gritar com alguém sugiro que seja com o seu pai, de onde sua irmã puxou sua cabeça oca. A única maneira de me comunicar com vocês foram os livros e mesmo assim o idiota me impediu de fazer isso também.

Fiz uma pausa, mas antes que ela pudesse falar algo, levantei minha outra mão a calando.

- Eu também senti falta de vocês, mesmo, mas seu pai não deixava as ter, e infelizmente, eu não podia passar por cima das ordens dele. Sem contar que depois de crescidas vocês podiam ter vindo, vocês não são aleijadas afinal. Eu não pude me despedir Anna, porque eu não sabia que ia partir, acredite, eu queria ficar e ajudar vocês a passarem pelo que está por vir, e tive que discutir com a própria Morte para que eu sequer estivesse aqui hoje.

Suspirei de tristeza, eu queria ter tido forças para lutar contra o pai delas, mas ele ameaçou me acusar de insanidade e me tirar tudo, e infelizmente eu não poderia deixar os humanos da América sem um guardião. Recuperando a compostura olhei para elas de novo, mais calma agora.

- Eu vou dar bronca sempre que eu quiser e que vocês não estiverem me ouvindo, não me questione de novo, ou vou arrumar forças para colocar vocês sobre meu joelho e lhes ensinar sobre respeito mocinhas. Eu amo vocês, mas meu tempo é curto, assim vamos aproveitar.

Mesmo depois de tudo o que eu falei, Emmy ainda estava pálida e suando, segurando a mão da irmã como se sua vida dependesse disso. Com medo dela surtar de novo, falei com voz doce, tentando a persuadir a se acalmar.

- Você está bem querida?

Ela abriu a boca, mas eu sinceramente preferia que não tivesse, pois ela veio me perguntar como eu ainda estava viva! Santo pai das cabeças ocas!

- Viu o que eu falei… sem cérebro…

Falei com Anna exasperada, mas me virei para falar com Emmy, falando bem devagar, para que ela entendesse.

- Eu não estou viva Emmy. Eu sou um fantasma, e estou aqui para explicar e ensinar algumas coisas para vocês. E eu vou ficar até que vocês aprendam tudo, mesmo que no seu caso isso demore séculos. Entendeu?

Com Emily e Anna xxx Bo!!! xxx By Ini



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Anna Warren

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MensagemAssunto: Re: 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação   Sex Jan 05, 2018 1:50 pm


Olha como fala
Com Emmy suando frio agarrada à minha mão, eu estava levando uma nronca de um fantasma. De um maldito fantasma!
Eu sei que era a vovó. Mas parece que a coroa conseguiu ficar mais grosseira e mais mandona ainda no pós vida.

Eu estava tão sobregarregada com o peso de ser irmã mais velha e orfã. Um peso no peito de preocupação que nunca passava, um desespero em não ter alguém para nos aconselhar nos dias difíceis, um medo de falhar com minha irmãzinha, que quase chorei e abracei a vovó assim que a vi.

Mas xinguei confusa e com raiva. Esse desespero que nunca passava pode fazer coisas horríveis na nossa cabeça. E eu acho que nunca falei com ninguém sobre isso, as pessoas não entenderiam até perder pais, avós e etc.

Meus olhos estavam cheios de lágrimas, de raiva. Não ousei chorar, e só fuzilei minha avó fantasma com os olhos enquanto ela dava aquele sermão ridículo e xingava minha irmã. Então ela disse que estava aqui para nos ensinar umas coisas e ficaria nos assombrando pelo resto de nossas vidas se fosse necessário.

Trincando os dentes, e olhando aquela senhora fantasmagórica com fúria, exigi respostas.

- Antes de mais nada, não fala assim com a Emy. Eu arrumo um caça fantasmas se for preciso. Em segundo lugar, acho bom a senhora se explicar direito ou saímos desse porão e a deixamos trancada aí por toda eternidade.  - ninguém trataria mal minha irmã, nem mesmo um fantasma descontrolado  - Como é possívem que a senhora esteja aqui e o que são essas coisas que a senhora acha que tem que nos ensinar?

Eu queria ter o apoio da minha avó sim, eternamente se fosse o caso. Mas não estava disposta a aceitar suas grosserias, pois assim ela não passaria de uma maldita assombração.


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Morte

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MensagemAssunto: Re: 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação   Qua Jan 17, 2018 11:16 pm

Ainda não se livraram de mim


Era simplesmente difícil lidar com umas pessoas, mas com outras era impossível. Anna Warren era uma delas, e o fato dela ter o sobrenome do pai, me dizia muito.

Ela era exatamente como ele em teimosia e grosseiria.

- Bom, em primeiro lugar, boa sorte em achar esse caça fantasmas. As únicas capazes de me mandarem embora são a própria morte ou uma necromante muito poderosa e duvido que conheça alguma dessas duas.


Eu não queria brigar, mas eu não gostava do tom insolente que ela tinha usado.

- Em segundo, eu falo como achar melhor, e se me prender aqui, quem perde é vocês, porque além de negarem a sua herança e perderem seu direito de Elder, ainda por cima deixariam sua mãe decepcionada.

Eu estava jogando duro, mas eu não tinha tanto tempo assim. As coisas nem sempre eram como queríamos e elas tinham somente que lidar com isso.

Fiz um sinal com a mão a calando antes que ela começasse a me respeitas de novo, e respirei fundo, não que precisasse, para que conseguisse calma.

- Agora, como eu estou aqui é uma questão interessante, e se você não me interromper com grosserias, vou ficar mais do que feliz em explicar.

Comecei a me mover pelo cômodo com o dedo fantasmagórico tocando meu queixo procurando uma forma de fazer tudo menos complicado, se fosse possível.

- Bom é meio obvio que sou um fantasma, nenhuma dúvida, mas o que vocês precisam saber de primeira é que tudo aquilo que aprenderam na igreja que seu pai levava é mentira… não nem tudo… O Destino é quem vocês chamam de Deus.

Parei em frente delas, e fingi sentar ao lado delas causando mais rebuliço.

- Agora, o Destino tem duas filhas Vida e Morte e com elas ele criou a humanidade, mas além dos humanos, também fizeram outros seres, seres esses que vocês conhecem como lendas e contos de fadas, seres que ilustrei nos livros e histórias que enviei para vocês. Eles podem ser vampiros, lobisomens, deslocadores, bruxos e fadas e elfos.

Percebi que me olhavam como se eu fosse louca.

- Resumindo cada uma dessas raças conta com um líder para os proteger e eu era a da guardiã dos humanos até que eu morri, agora a guardiã são vocês. E antes que digam “impossível”, “mentira” ou “ela é louca até morta” reflitam o fato: como eu estaria aqui falando com vocês e contando isso depois de morta, se a própria Morte não permitisse.

Caminhei até a estante enorme de livros e flutuei até em cima onde encontrei o exemplar que queria.

Usando um pouco de energia, consegui derrubar o livro enorme que bateu no chão com um baque.

- Nesse livro, vocês vão encontrar a história da criação, a criação de cada raça sobrenatural, informações sobre o instituto e sobre os outros Elders que são os mesmos a trezentos anos.

Minha energia estava acabando e eu teria que carregar, o que significa, ficar no vácuo e sem forma por um bom tempo.

- A lição de casa dessa semana é ler o livro, as duas. E por favor, vocês podem mexer nos livros, mas não toquem em nenhum dos objetos nas estantes de vidro, são raros e perigosos. Agora que já resumi vão entender lendo o livro e vão parar de pensar que eu sou louca.

Sentindo me sumir avisei.

- Eu vou indo, já fui desrespeitada demais por um dia. Espero vocês semana que vem aqui na mesma hora. Boa semana minhas netinhas lindas e educadas.  

Com Emily e Anna xxx Bo!!! xxx By Ini



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Emilly Warren

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MensagemAssunto: Re: 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação   Sex Jan 19, 2018 11:01 am


Emy Warren
...


Puta merda!!! Eu nunca mais na vida vou assistir GhostWhisperer, Ghost, Supernatural ou qualquer coisa desse tipo, pois certamente NÃO É NADA LEGAL VER UM FANTASMA!
Obvio como uma pessoa normal e sã, eu gritei como uma menininha de doze anos que vai na casa dos horrors pela primeira vez.

Indo contra todos os mandamentos de filme de terror: “Nunca fale com os espiritos” eu perguntei como era possível minha avó estar ali, até perguntei se ela estava viva. Uma pergunta completamente normal a se fazer, afinal não a vimos em seu leito de morte e nem estavamos presente no funeral. Então vai que a velha deu o golpe do seguro? Vai saber!

Porém minha doce e boa vovó não parecia nada disso quando abriu a boca fantamagorica pra falar. Ela foi mais pra uma velha rabugenta e mandona que falou mal do meu pai e me chamou de cabeça oca, sem cerebro . Oi?! Cade a vovó amável que cheirava chocolate das minhas memorias?

Anna como sempre sendo minha irmã mais velha e protetora prontamente me defendeu, mas acabou levando uma bronca também. E então vovó começou a falar um monte de coisas que deixaria qualquer um confuso.

Ela falou sobre Destino, Morte, Vida, Elders, criaturas de 300 anos, que seriamos as responsaveis pelos humanos…Mas eu nunca tive nem um peixe pois eu esquecia de alimentar! É gente, eu matei um peixe de fome…esqueci do coitado  e viajei.

Pra completar nossa Avó ainda derrubou um livro dizendo que ali encontrariamos mais explicacoes e que seria nossa lição da semana. Voltei pra casa da minha avó fantasma pra ter lição de casa? Me sinto com 13 anos novamente.


Eu estava olhando para aquele livro no chão e com a mente a milhão, quando olhei novamente ela tinha sumido. Olhei pra Anna

- Ela…ela se foi? – foi as unica coisas que consegui verbalizar, afinal minha cabeça estava a milhoes.  Quando eu me dei conta que o espirito tinha sumido, eu só queria sair dali o mais rapido possivel! – Vamos…vamos sair daqui! – falei segurando a mão de Anna e indo na direção da porta, mas então a curiosidade falou mais alto e soltei voltando correndo para pegar o livro. Enquanto Anna já tinha aberto a porta e me esperava com olhar aflito.


Eu nao me lembro se Anna trancou a porta, quando me dei conta já tinhamos corrido tanto que estavamos fora do prédio! Não sei como corremos tão rápido. Estava ali fora e respirei profundamente ar puro que preencheu meus pulmoes, foi então que uma luz se acendeu em minha cabeça como uma arvore de natal e eu gritei: - GENTE! Já sei o que é!!! MOFO! Me lembro que em algum lugar eu li sobre a doença do mofo. Há um tipo de fungo que causa mofo muito comum em predios antigos, e dependendo do grau da infestacao os sintomas são problema de memoria, confusão mental, alucinaçoes, falta de foco, fadiga, dores no corpo…e mais alguns que agora não me lembro…mas deve ser isso. Tá explicado. Estamos alucinando!!!



Falou com Anna

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Anna Warren

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MensagemAssunto: Re: 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação   Sex Jan 19, 2018 11:25 am


Olha como fala

1 milhão e 500 mil grosserias depois, tudo o que eu queria era que aquela aparição de mal gosto e grosseira, que se passava pela minha avó, desaparecesse. E graças a Deus assim o fez.

Minha avó, em vida, era dona do próprio nariz sim, mas era carinhosa. E se fosse ela que aparecesse para nós de verdade iria ter o mínimo de carinho. Ninguém me tirava isso da cabeça. Aquele encosto definitivamente não era minha avó.

Eu não fui grosseira com ela. Eu respondi à altura e defendi os insultos proferidos à minha irmã. Mas tudo bem, gente (ou espírito) orgulhoso não dá o braço a torcer ou reconhece seus erros. Então quando o encosto se passando pela minha avó sumiu eu dei graças a Deus sim.

Eu estava irritada e queria sair dali. Lógico que eu queria minha vó de volta em nossas vidas. Sinto falta dela, mas aquele espírito raivoso não é ela. Um espírito que falou de coisas das quais eu nunca tinha ouvido falar. E ainda colocou minha mãe no meio, apelando. Quem me garante que não era apenas um espirito do mal tentando nos manipular? Afinal ela não falou nada de pessoal que só minha avó falaria.

Honestamente, depois daquele decepcionante encontro com o além, tudo o que eu queria era distância. Minha avó saberia me cativar. Aquela criatura não soube. Eu estava ferida.

Emmy e eu estávamos já deixando para trás aquele lugar desagradável quando ela decidiu voltar correndo e pegar o tal livro que a "vovó" derrubou. Olhei para ela apreensiva.

- Eu deixaria isso aí...  - disse apreensiva e tristemente  - Cuidado para não se cortar em nada. - vai que o livro tivesse algum grampo enferrujado soltando, ou algum enfeite carcomido que a prejudicasse né? Já bastava eu ter cortado a porcaria do dedo na estante.

Saímos correndo dali. Quem não o faria? Eu já olhava magoada para o prédio onde morávamos do outro lado da rua quando Emmy, agarrada ao livro exclamou que poderia ser a doença do mofo. Que era por isso que estávamos alucinando. E quer saber, talvez ela tenha razão. Olhei pra ela com um brilho no olhar.

- Não tinha pensado nisso! Será que eu ter me cortado pode ter me infectado também? - falei confusa. - Talvez seja melhor irmos ao médico, chamar alguém pra ver esse mofo aí, mandar dedetizar, tacar foco na casa e ir pra bem longe daqui!

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Falou com Emily



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MensagemAssunto: Re: 25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação   

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25 de Setembro - Manhã - Que comece a arrumação
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